Esquema criminoso na gestão Rui Costa do Consórcio do Nordeste que desviou R$47 milhões tinha irmão de Bruno Dauster como um dos laranjas, diz presidente da CPI dos Respiradores

Consórcio Nordeste

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O presidente da CPI dos Respiradores da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Kelps Lima (Solidariedade), explicou como se deu o esquema criminoso que desviou R$47 milhões de reais do povo nordestino na gestão Rui Costa (PT) do Consórcio do Nordeste, durante live com o deputado estadual Paulo Câmara (PSDB), na noite desta quarta-feira (3).

Bruno Dauster, ex-chefe da Casa Civil, será ouvido pela CPI do Consórcio do Nordeste nesta quinta-feira (3)

O Osório Dauster, dia 11 de novembro.

Amanhã prefeito de Araraquara, Edinho, deverá depor junto com Dauster, mas já comunicou que não irá.

Os empresários Fernando Galante e Kleber Issac terão o depoimento marcado.

“Já elementos para convocá-lo. Estamos vendo se ele vem como testemunha ou como investigado. Provavelmente como investigado por conta da ação do STJ. Ele não será chamado como governador, mas ele é ordenador de despesa dos membros do meu estado, e isso ele vai ter como prestar contas”, disse Lima sobre o depoimento de Rui Costa.

Leia os principais trechos do bate papo que expõe parte das entranhas do esquema criminoso classificado como “ato da mais pura vilania” pela Polícia Federal que ocorreu na gestão Rui Costa do Consórcio do Nordeste.

Questionado se havia agentes públicos do governo Rui Costa envolvidos, o parlamentar do RN afirmou que sim, revelando que parte do esquema criminoso se deu através de alterações feitas no âmbito do governo da Bahia:

“Já há confissão do empresários, amanhã isso ficar um pouco mais claro, quem acompanhar a sessão vamos ouvir agentes públicos e privados da Bahia. Hoje empresários donos da Hampacare ficaram em silêncio. Está muito claro que houve sim, uma parte dessa compra foi alterada dentro do governo da Bahia e outra parte no Consórcio do Nordeste. Para tristeza do povo da Bahia, essa fraude se deu no governo da Bahia. O Maior escândalo de corrupção com provas da pandemia”.

Foto: Reprodução

Kelps explicou como se deu o negócio desde o início, com Rui Costa e Carlos Gabas coletando pagamento antecipado dos governadores do Nordeste para comprar respiradores.

“Como se deu essa operação? O Consórcio Nordeste, dirigido pelo senhor Rui Costa e Carlos Gabas, arrecadou R$47 milhões dos estados nordestinos. O que foi justificado? Dinheiro iria comprar 300 respiradores para ajudar pessoas que estavam morrendo no auge da pandemia. Foi solicitado aos estados que pagassem adiantado, sem assinatura de contrato, sem saber a qualificação da empresa e todos os governadores pagaram, o que não é normal e nem legal. O que o Consórcio fez? Contratou uma empresa que nunca fabricou um parafuso de respirador, uma empresa que funcionava em um apartamento, com capital social de R$100 e que iria tirar a 2º nota fiscal da vida. Por que escolheram essa empresa? Porque era uma mera intermediária de propina, eles iriam pagar, como de fato pagaram, ia dividir o dinheiro da propina e o resto ia comprar respiradores; essa empresa, a Hampcare”.

O relato segue narrando que no transcorrer da compra que resultaria no maior escândalo criminoso do nordeste, houve sentimentos nobres, a exemplo da amizade, por parte de dois ex-ministros do PT: Carlos Gabas e Edinho.

“O senhor Carlos Gabas pediu que dos quase R$48 milhões, tirasse R$4 milhões e doasse em respiradores para Araraquara. Ele não pediu para Vitória da Conquista, Caruaru, para Campina Grande, pediu para Araraquara, São Paulo. Qual justificativa deu pegar dinheiro do nordeste e doar para Araraquara? O prefeito de Araraquara, Edinho do PT, que foi ministro com ele no governo Dilma, era seu amigo-irmão. A dona da empresa, que não tem nenhuma responsabilidade com o povo nordestino, quem tinha que ter era Gabas. Ela chama Edinho, diz que vai doar. O prefeito Edinho publica no Diário Oficial de Araraquara o extrato da doação e fica somente aguardando serem entregues os respiradores e 30 iria para Araraquara. Como ela iria conseguir doar? Ao final, o custo respiradores era só 24 milhões; A outra metade, R$24 milhões e 700 mil, era só para esse negócio. Doar para Araraquara, R$9 milhões para agentes públicos, inclusive do governo baiano, R$3 milhões para outros agentes, tanto empresário como intermediário, tanto para sócio do irmão do chefe da Casa Civil da Bahia, era tudo dividido. Onde o negócio deu errado? É o ditado, ladrão que rouba ladrão, tem 100 anos de perdão. O empresário de Araraquara, que iria vender os respiradores por R$ 24 milhões, enrolou todos os outros trambiqueiros, sacou o dinheiro e desapareceu. É o Paulo de Tarso da Biogeonergy. Onde funcionava a empresa de Paulo de Tarso, também em Araraquara! Houve grande esquema com conexão em Araraquara para favorecer agentes públicos e empresários”

O político do Solidariedade e presidente da CPI dos Respiradores aponta que houve no mínimo conivência dos governadores do nordeste, que são aliados e que estão irmanados no Consórcio do Nordeste: “Os governadores do nordeste são no mínimo coniventes. Documentos que tive acesso, os governadores também têm. Documentações sigilosas indicam que foi uma operação para roubar. dinheiro público. Substituição da direção do consórcio ou retirada do consórcio.

Kelps lamentou que os estados do Nordeste ainda continuem botando dinheiro”.

Paulo Câmara afirmou que Bruno Dauster segue recebendo R$13 mil mês como conselheiro de uma empresa da gestão Rui Costa: “ele continua recebendo de R$13 mil por mês. Quanto custa esse silêncio, compadrio para proteger alguém?”.

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